ELISA

ELISA: Conheça as suas principais características

O nome ELISA vem de um acrônimo  do inglês “Enzyme Linked Immuno Sorbent Assay”, uma técnica baseada em reações do tipo antígeno anticorpo, que são detectáveis com reações enzimáticas.

ELISA

A Técnica ELISA é muito utilizada em escala mundial, devido a sua praticidade de uso para várias amostras e sua habilidade de amplificação robusta do sinal com alta sensibilidade e especificidade para a quantificação de anticorpos e antígenos em fluidos biológicos de natureza complexa (BORGES, DEMARGOS & HATANAKA, 2021).

Esta técnica foi descrita pela primeira vez por Yalow e Berson (1959). Foi relatado pelos autores uma técnica que utilizava a detecção de anticorpos com a ligação de um sinal radioativo, e devido aos riscos relativos à radioatividade, o método foi modificado (TIGHE et al., 2015). 

Foi então que ensaios laboratoriais demonstraram que algumas combinações de enzima-substrato eram capazes de alterar a coloração do meio, e que essa alteração era quantificável, e por este motivo, iniciou-se a busca por combinações de enzima-substrato que associadas a anticorpos poderiam ser detectadas.

Em 1971 dois grupos de pesquisa na Europa publicaram o processo do Ensaio de Imunoabsorção Enzimática (ELISA) (Engvall e Perlmann, 1971; Van Weemen e Schuurs, 1971).

Os cientistas Engvall e Perlmann foram os grandes responsáveis pela modificação do método e o estabelecimento da técnica ELISA que conhecemos hoje, utilizando enzimas para marcar o antígeno, ao invés do método com iodo radioativo. No ensaio, foi realizado o experimento para observar os níveis de IgG em soro de coelho.

Utilização

Essa técnica é utilizada para  detecção e diagnóstico de  diferentes doenças infecciosas,doenças autoimunes, alergias, infecções fúngicas, bacterianas, parasitárias e virais.

Assim, é possível observar se em algum momento aquele organismo entrou em contato com estes agentes.

Por isso, a ELISA é amplamente utilizada em laboratórios de biotecnologia, farmacêutica e clínica no geral.

Apesar do avanço da biotecnologia e o avanço e criação de técnicas de detecção, o papel dessa técnica na biologia molecular permanece significativo, ainda sendo um dos mais sensíveis dos imunoensaios, oferecendo alto rendimento, combinado com acessibilidade e facilidade de uso.

Nos últimos 20 anos, houve um refinamento de tecnologias de alto rendimento para todas as áreas denominadas como Ômicas (genômica, proteômica, transcriptômica e lipidômica, metabolômica, entre outras). 

Com isso, os laboratórios de Biologia Molecular possuem atualmente a possibilidade de desenvolver (ou até mesmo comprar) biomarcadores, que no caso do ELISA, são utilizados para diagnosticar patologias ou até mesmo estudar organismos com muito mais precisão.

Tipos de Testes ELISA

Os testes do tipo ELISA são normalmente padronizados em laboratórios de referência para a detecção de anticorpos com sensibilidade e especificidade para os anticorpo.

Esse método versátil é capaz de forma quantitativa e qualitativa especificar uma substância, que normalmente é um antígeno, que é imobilizado quimicamente em uma microplaca ou diretamente, por um anticorpo de captura.

Existem 4 tipos principais: ELISA direta, ELISA indireta, ELISA sanduíche e ELISA de bloqueio.

A ELISA direta é realizada utilizando um anticorpo de detecção primária, formando assim um complexo antígeno-anticorpo. Então, o anticorpo de detecção primária é marcado diretamente com a enzima. 

A  ELISA indireta é semelhante a ELISA direta, mas se utiliza um anticorpo secundário marcado,apresentando maior especificidade na detecção.

A Elisa sanduíche é realizada utilizando um antígeno aderido a um suporte sólido, como a placa de ELISA  (geralmente deixado para se ligar à placa previamente, o que comumente chamamos de sensibilizar a placa) e a seguir coloca-se sobre este os soros em teste ( ex. soro humano), na busca de anticorpos contra o antígeno.

Se houver anticorpos no soro em teste ocorrerá a formação da ligação antígeno-anticorpo, que posteriormente é detectada pela adição de um segundo anticorpo dirigido contra imunoglobulinas da espécie onde se busca detectar os anticorpos.

Outro método é a ELISA de bloqueio ou competição, em que a presença de anticorpos em determinado soro é revelada pela competição com um anticorpo específico (mono ou policlonal) dirigido contra o antígeno. Igualmente, o resultado é dado pela adição de um conjugado, porém a coloração aparecerá nos orifícios onde não havia anticorpos.

Esse método é menos utilizado, porém menos importante, pois é o método ideal  quando o alvo possui poucos epítopos de ligação ou é muito pequeno.

Após a adição de enzimas que alteram a coloração do meio, é realizado o ensaio de medição da densidade óptica para análise.

Como manter a qualidade?

É importante salientar que a solução tampão deve se manter em um pH estável conforme as instruções do fabricante, pois assim os antígenos irão permanecer solúveis e o seu resultado será confiável.

Além disso, a integridade da amostra também é um fator muito importante. Apesar da técnica Elisa ser capaz de detectar em fluidos complexos (sangue, sobrenadante, urina e etc.), existem diversos estudos demonstrando que amostra deve ser bem conservada ou não será possível detectar nada (BORGES, DEMARGOS & HATANAKA, 2021).

Outro fator importante nesse experimento é a utilização dos controles e padrões de amostra de forma correta. Normalmente os kits de ELISA já fornecem padrões que possuem as concentrações conhecidas do analito.

É preciso a partir disso realizar uma curva padrão, que é a pipetagem de diluições em séries de uma concentração conhecida, para ser possível avaliar o resultado. Além disso, recomenda-se a curva de controle positivo, de controle negativo e de um branco.

Como técnica de ELISA é uma técnica  sempre empregada em detecção e diagnóstico, existem sempre melhoramentos e variações no tipo e aplicabilidade, como por exemplo o PCR-ELISA.

A associação do PCR ao ELISA, torna possível realizar a detecção de proteínas, ou seja, é realizado um ensaio imunológico para quantificar o produto de PCR biotinilado. Em uma microplaca são realizadas as etapas de amplificação, imobilização e detecção da proteína-alvo.

Outro uso que foi recentemente criado foi uma ELISA modificada para a detecção de Covid-19 por grupos brasileiros, que modificaram a técnica para uma detecção facilitada, mais rápida, segura e barata.

A Biolinker oferece vários produtos para a técnica de ELISA e detecção de Covid-19. Acesse nosso site e confira!

Referências

AYDIN, S. A Short History, Principles, and Types of ELISA, and Our Laboratory Experience with  Peptide/Protein Analyses Using ELISA. Peptides, v. 72, p. 4–15, out. 2015.

BORGES,L.; DEMARGOS,A.; HATANAKA,E., Technical bioanalytical considerations for detection and quantification of cytokines in ELISA assays Cytokines, , v89, jun 2021

SHAH, K.; MAGHSOUDLOU, P. Enzyme-Linked Immunosorbent Assay (ELISA): The Basics. British journal of hospital medicine (London, England : 2005), v. 77, n. 7, p. C98-101, jul. 2016.

SUE, M. J. et al. Application of PCR-ELISA in Molecular Diagnosis. BioMed research international, v. 2014, p. 653014, 2014.

TANNER, J. M. et al. Evaluation of Factors Associated with Positive IgM Capture ELISA Results in Equids with Clinical Signs Compatible with West Nile Virus Infection: 1,017 Cases (2003). Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 228, n. 3, p. 414–421, fev. 2006.

TIGHE, P. J. et al. ELISA in the Multiplex Era: Potentials and Pitfalls. Proteomics. Clinical applications, v. 9, n. 3–4, p. 406–422, abr. 2015.

Continuar lendo
proteinas

Proteínas: estruturas, funções e aplicações

As proteínas são macromoléculas formadas por conjuntos de aminoácidos. Essas moléculas apresentam uma grande diversidade de funções moleculares em todos os organismos vivos.

As Proteínas

As proteínas são macromoléculas formadas por conjuntos de aminoácidos. Essas moléculas apresentam uma grande diversidade de funções moleculares em todos os organismos vivos.

Essa diversidade é observada graças às forças evolutivas, em que todas as espécies estão submetidas.

Essas macromoléculas são as responsáveis por processos fundamentais da vida de um organismo, e são estudadas há mais de 50 anos.

Durante esse longo tempo de estudo, foi observado que as proteínas são uniformes, e apenas em alguns casos, é possível observar uma variável abrupta, que é decorrente de “acidentes evolutivos”, em que a proteína apresenta uma característica muito diferente de seu grupo.

Caso esse “acidente” seja benéfico para o organismo, existe uma grande chance dessa proteína se perpetuar, caso não, a chance dessa mutação se perpetuar se torna pequena.

A análise profunda das proteínas é um processo realizado dentro da Biologia Molecular, em que são observados como esses elementos, formados por carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio apresentam diferentes estruturas tridimensionais tão bem ajustadas.

As proteínas participam ativamente de: catálise enzimática, transporte e estoque de moléculas, movimento, suporte mecânico, proteção imune, sinalização intra e extracelular, entre outros.

Essas moléculas são altamente reguladas a níveis molecular e celular, assim, a regulação celular das funções da proteína envolve diferentes expressões gênicas, modificações pós-traducionais e cascatas de sinalização (4).

Já as regulações a nível molecular, são realizadas de acordo com o ambiente em que está a proteína, que é ideal para o seu sítio funcional.

O ajuste de cada proteína é devido a codificação das sequências de aminoácidos, o que garante a cada proteína uma função e também estrutura diferenciada.

A predição dessas estruturas é um elemento imprescindível na Biologia Molecular para projetar as estruturas tridimensionais de uma proteína, pois assim é possível compreender como essa proteína age no organismo, como é correlacionada com as famílias de proteínas, predição de resíduos de interação, entre outros.

Estruturas das Proteínas

Por serem moléculas complexas, as proteínas possuem níveis de conformação natural, ou seja, a sua forma pode se modificar de acordo com a sua função. Existem quatro níveis estruturais: estrutura primária, secundária, terciária e quaternária.

Essas estruturas são subdivididas para o melhor entendimento, em que, a estrutura primária é composta pela sequência de aminoácidos dessa proteína. Já a estrutura secundária demonstra as propriedades da alfa hélice ou beta hélice, nessa estrutura é possível observar o primeiro nível de enrolamento helicoidal.

Na estrutura terciária, conseguimos observar a proteína em forma 3D, além do dobramento da cadeia polipeptídica sobre si mesma, em que é possível distinguir o conjunto de estruturas e conformações termodinamicamente similares, devido ao seu enovelamento global.

Por fim, na estrutura quaternária é possível observar cadeias polipeptídicas, que se agrupam e formam uma estrutura com cadeias interligadas.

Regulação Celular

Dentro das células, as proteínas são responsáveis pela coordenação de processos biológicos cruciais, por este motivo, é importante que todas as moléculas interajam de forma consistente e precisa para manter a homeostase do organismo.

Os processos biológicos mais importantes das proteínas são: diferenciação/viabilidade celular, desenvolvimento, metabolismo, apoptose e autofagia.

Se algum desses processos não estiver bem regulado, pode haver então um impacto na viabilidade celular, e por este motivo, existe todo um processo de regulação celular das funções das proteínas, que podem ser:

– Através da expressão gênica, em que os níveis de transcrição são regulados;

– Por meio de interações com cofatores, ligantes e/ou metabólitos, que podem gerar mudanças conformacionais que alteram as atividades das proteínas;

– Por fim, as modificações pós-traducionais, em que os resíduos de aminoácidos são modificados, e assim há alterações na afinidade e/ou interação das proteínas ao DNA, ou na capacidade de estabilidade da própria proteína.

Modificações de proteínas

Como já informado anteriormente, as proteínas são moléculas muito importantes para o funcionamento ótimo de um organismo.

Por este motivo, a Biologia Molecular estuda profundamente esse assunto. Atualmente já é possível realizar modificações estruturais em proteínas, com a intenção de modificar/otimizar a sua função, gerar controles para reações, utilizar sua função em outro organismo, entre outros.

Para isso, é necessário que o pesquisador saiba como funciona essa proteína, além de se certificar sobre os seus sítios ativos, predição de aminoácidos, design, entre outros.

Quanto ao design, houve um avanço tecnológico significativo e de banco de dados, em que há a possibilidade de previsão da estrutura de uma proteína.

Por meio de algoritmos de modelagem de proteínas e refinamento de sequenciamentos de última geração, houve um aumento no ritmo de determinação da estrutura experimental.

Fusão de Proteínas

Uma das maiores utilizações de proteínas modificadas é justamente com a fusão de proteínas, este tipo de fusão recombinante é essencial para a construção de proteínas bioativas estáveis.

Com o avanço da tecnologia de recombinação de DNA, as proteínas de fusão tomaram conta dos laboratórios de Biologia Molecular, em que atualmente, já é possível fundir proteínas, domínios ou outras sequências de nucleotídeos a outras, produzindo então proteínas de fusão que possuem diversas funções.

Normalmente essas proteínas fusionadas são utilizadas para: purificação de proteínas, biofármacos, compreensão de estrutura, meia-vida, localização, efeito terapêutico, entre outros.

Outra função importante é a predição da estrutura de uma proteína-alvo. A modelagem estrutural é utilizada normalmente para modelar uma estrutura desconhecida.

A predição de estruturas proteicas, principalmente quanto a estrutura quaternária não é um desafio fácil, mesmo com o grande progresso tecnológico, e com a fusão de proteínas esse desafio se torna maior, pois o tamanho, complexidade e flexibilidade da proteína aumenta, sendo assim, se faz necessário procurar por serviços especializados que consigam elucidar as interações de proteínas de fusão sintética, para desvendar os mecanismos inter-domínio, domínios de ligação de co-fatores, substratos, entre outros.

Referências

1.      Kuhlman B, Bradley P. Advances in protein structure prediction and design. Nat Rev Mol Cell Biol. novembro de 2019;20(11):681–97.

2.      Chen X, Zaro JL, Shen W-C. Fusion protein linkers: property, design and functionality. Adv Drug Deliv Rev. outubro de 2013;65(10):1357–69.

3.      Huang P-S, Boyken SE, Baker D. The coming of age of de novo protein design. Nature. setembro de 2016;537(7620):320–7.

4.      Mazmanian K, Sargsyan K, Lim C. How the Local Environment of Functional Sites Regulates Protein Function. J Am Chem Soc. junho de 2020;142(22):9861–71.

5.      Yu K, Liu C, Kim B-G, Lee D-Y. Synthetic fusion protein design and applications. Biotechnol Adv. 2015;33(1):155–64.

6.      Berezovsky IN. Towards descriptor of elementary functions for protein design. Curr Opin Struct Biol. outubro de 2019;58:159–65.

7.      Coluzza I. Computational protein design: a review. J Phys Condens Matter. abril de 2017;29(14):143001. 

Continuar lendo
controles

Controle: a parte fundamental de um experimento

Desenhando o seu experimento

A gente sabe como um experimento começa, precisamos ler diversos artigos científicos, prestar muita atenção nos resultados apresentados, olhar os controles, barras de erro, materiais e métodos, tirar dúvidas em teses que contém mais explicações, conversar com os colegas de laboratório, confirmar se o laboratório possui os equipamentos e materiais necessários.

Depois disso, você pega o seu caderno Ata e inicia o desenho do seu experimento, você já sabe mais ou menos como o seu organismo modelo vai reagir, e você também já tem em mente qual resultado você vai obter.

Controles

Você começa o seu experimento, utiliza os controles necessários, e no final do dia (ou mês rsrsrs) você obtém o resultado, olha pra ele e pensa “eita”.

Nesse momento você vê que o resultado não era o esperado, então você volta para o seu caderno Ata e se certifica de que tudo o que você escreveu estava correto.

Depois disso você faz pelo menos mais dois experimentos independentes, para olhar para o seu resultado e pensar “eita”.

Pra mim esse é o momento mais divertido da ciência: porque o meu organismo modelo se comporta de uma forma tão diferente de outros organismos similares?

Isso já é uma outra história…

Análise dos resultados

O importante é que para você chegar à conclusão que o seu momento “eita” é verdadeiro, você precisa de controles importantes.

Você precisa se certificar que todos os componentes utilizados durante o seu experimento são de qualidade, que estão funcionando, e que eles, em conjunto com a sua análise, te darão a possibilidade de defender este resultado.

Os controles também te dão a possibilidade de analisar o seu resultado negativo, e ter certeza de que é realmente um resultado negativo, e não um resultado mal planejado.

A BioLinker trabalha com diversos controles relacionados à Biologia Molecular. Clique aqui para saber mais.

Continuar lendo
GFP

GFP: Conheça a história da proteína mais popular da BioMol!

A história da proteína verde fluorescente (muito conhecida como GFP que é a sigla em inglês de Green Fluorescent Protein) é mais uma daquelas histórias fascinantes de descobertas “brilhantes” (desculpe o trocadilho ><) que revolucionaram a ciência!

A história do GFP

Green Fluorescent Protein

A proteína GFP foi primeiro isolada da espécie de água viva Aequorea victoria pelo farmacêutico japonês Osamu Shimomura que aos 15 anos trabalhava perto de Nagasaki. 

Escapando da explosão da bomba atômica que atingiu aquela cidade (e que ele relata ter escutado o avião antes que a bomba explodisse), ele decidiu cursar farmácia, uma vez que o departamento de ciências farmacêuticas da universidade de Nagasaki foi completamente destruído e o campus precisou ser realocado temporariamente para um local próximo de onde Shimomura morava. 

Desenvolvimento

Nos Estados Unidos na década de 60, ele passou a se dedicar a estudar o fenômeno da bioluminescência da água viva Aequorea victoria, muito encontrada no pacífico norte. 

Ele chegou a coletar aproximadamente 10.000 espécimes dessa água viva para extrair a substância por trás da bioluminescência! Shimomura e seus colaboradores começaram a purificar os extratos e encontraram uma proteína que foi então nomeada “aquaporina”. 

Porém, ao purificarem essa proteína, eles descobriram que além da aquaporina, havia uma outra proteína que exibia uma fluorescência verde! Sim! Ela mesma! A GFP! A aquaporina presente na água viva emite uma luz azul que é captada pela proteína e a converte em uma luz verde! (Não é coincidência que a ela fluoresce sob luz UV!).

Mas a história não terminou por aí! No início dos anos 90, o biólogo molecular norte americano Douglas Prasher tentava desenvolver sondas com GFP para detectar sequências de nucleotídeos específicas.

O financiamento que ele tinha para fazer suas pesquisas científicas estava quase expirando e quando ele tentou se candidatar para receber outro financiamento, ele recebeu uma resposta de seu revisor de que sua pesquisa não teria nenhuma contribuição para a sociedade (quem nunca recebeu um comentário assim na vida científica? ¯\_(ツ)_/¯).

Como a GFP começou a ser usada em laboratórios

Mas a publicação de Prasher chegou ao conhecimento de Martin Chalfie, que teve a ambiciosa ideia de expressar a GFP em outros organismos, e no qual ele foi bem sucedido! (Uhuuuu!).

O grupo de Chalfie clonou e transferiu o gene da GFP para o nematódeo Caenorhabditis elegans e a bactéria Escherichia coli! Essa descoberta abriu um caminho sem fim de aplicações da GFP!

A GFP permitiu que estruturas intracelulares pudessem ser observadas sem a necessidade de empregar corantes sintéticos ou anticorpos fluorescentes (que podem exigir o uso de detergentes para a permeabilização de células, o que também pode prejudicá-las). 

A GFP é um marcador biológico extremamente poderoso! Quando exposto sob os comprimentos de onda adequados, a GFP não precisa da adição de nenhuma enzima e substrato para florescer. 

Ela já tem toda a “maquinaria de fluorescência” embutida em sua estrutura proteica, tudo isso construído apenas com a sua sequência de aminoácidos! Uma solução de GFP apresenta uma coloração amarelada sobre luz artificial (encontrada em ambientes fechados) mas basta colocá-la sob o sol que a “mágica científica” acontece e ela começa a emitir uma luz verde brilhante! A molécula do GFP já foi, inclusive, engenheirada para florescer em diferentes cores (amarelo, azul, ciano etc.)!

Inclusive os trabalhos do grupo do bioquímico sino-americano Roger Yonchien Tsien resultaram em uma parte considerável do que conhecemos atualmente sobre o mecanismo de função da GFP!

Além de descrever a sua estrutura, o seu grupo engenheirou e também aprimorou a molécula da GFP.

As contribuições de Osamu Shimomura, Martin Chalfie e Roger Yonchien Tsien foram depois reconhecidas e os três foram agraciados com o prêmio Nobel de Química em 2008!

Mas a lição mais importante que a história da GFP nos conta é acreditar mais em nosso trabalho como um instrumento de contribuição científica poderoso! Toda descoberta ou observação é relevante e deve ser considerado como mais um capítulo adicionado na história científica humana! 😉

Você está precisando de GFP em seu laboratório com um valor acessível e entrega rápida? Clica aqui: https://biolinker.tech/produto/proteina-fluorescente-verde-gfp-produzida-em-e-coli/

Continuar lendo
peptídeos

Como obter peptídeos com a técnica Phage Display

O Phage Display é uma técnica de seleção de ligantes de peptídeos in vitro a partir de bibliotecas genômicas, conforme foi explicado aqui.

O que é o phage display:

O phage display é uma técnica poderosa para a identificação e seleção de peptídeos, proteínas ou anticorpos com elevada afinidade e especificidade para um alvo específico.

Descrita pela primeira vez em 1985, essa tecnologia vem influenciando trabalhos e descobertas feitas nos campos da biologia celular, imunologia, farmacologia, além de permitir o estudo das interações moleculares de uma única molécula ou célula.

Como obter peptídeos de qualidade:

Recentemente, um artigo publicado na Nature Comunication chamado “A minimalistic cyclic ice-binding peptide from phage display”, publicado por Stevens et al., foi discutido uma nova teoria para criar uma alternativa para o desenvolvimento de miméticos sintéticos de Ice-binding proteins (IBP) utilizando o phage display.
As IBPs são uma classe diversa de proteínas que auxiliam na sobrevivência do organismo na presença de gelo em climas frios. Eles têm diferentes origens em muitos organismos, incluindo bactérias, fungos, plantas, insetos e peixes. Esse mecanismo ocorre porque o congelamento é letal para a maioria dos organismos e a formação de cristais de gelo pode danificar as membranas celulares, o que resulta em ruptura celular.

Entre as IBPs, uma das mais utilizadas são as proteínas anticongelantes, que inibem a formação de grandes grãos de gelo dentro das células que podem danificar organelas celulares ou causar a morte celular.
Mas a sintetização de peptídeos que mimetizam interações entre IBPs e gelo, particularmente em produções em grande escala, são muito variáveis nos dias de hoje.
Devido a isso, uma alternativa é utilizar o phage display para achar peptídeos que possam simplificar esse ciclo de ligação, uma vez que o phage display geralmente leva a seleção de peptídeos curtos que são compostos de aminoácidos de ocorrência naturais, o que pode aumentar a acessibilidade sintética de novos peptídeos de ligação ao gelo.

Resultados recentes:

E o trabalho demonstrou uma excelente aplicação do phage display para encontrar peptídeos curtos mimetizadores de IBPs com sucesso, complementando as abordagens tradicionais de design, demonstrando uma diversidade de peptídeos que pode ser rastreado para potenciais ligações a cristais de gelo.
Isso pode ser utilizado como uma ferramenta promissora em aplicações industriais como criobiologia, armazenamento de alimentos, agricultura e tecnologia para desenvolvimento e manutenção por liofilização de proteínas e imunobiológicos.

Preciso de ajuda para desenvolver, como faço?

Caso você precise, estamos aqui para te ajudar, é só clicar aqui que entraremos em contato com você. Aqui o seu produto é sob medida!

Continuar lendo
Phage Display

Phage Display: como utilizar para obter seu peptídeo-alvo

O Phage Display é uma técnica que precisa de um especialista como nós auxiliar você a realizar a síntese de peptídeos-alvo!

O que é o Phage Display?

Uma das técnicas de Biologia Molecular mais exploradas nesse momento é o Phage Display, em que são selecionados ligantes peptídicos a partir de bibliotecas genômicas.

O Phage Display é utilizado por nós cientistas para realizar a seleção de peptídeos in vitro, sendo assim, é necessário que você ligue as suas moléculas de interesse aos peptídeos de superfície de um bacteriófago filamentoso.

Como é utilizado?

Atualmente em laboratórios de Biologia Molecular, os projetos estão cada vez mais robustos e com isso há o aumento na demanda para pesquisa e desenvolvimento.

Mesmo com o avanço da Biologia Molecular ao longo dos anos, sabemos que essa técnica não é simples.

Então é preciso que você conheça um profissional qualificado para identificar falsos positivos/negativos, assim como utilizar os controles corretos para obter os resultados desejados.

Normalmente, a biblioteca de bacteriófagos obtida com esse processo é utilizada para seleção por afinidade ao alvo (em geral outra proteína) em ciclos positivos de afinidade.

Como Funciona

O “Phage” e o “Display”

Primeiro você precisa dos bacteriófagos, os fagos (“phages”), para apresentá-los (“display”) para um “alvo” (que podem ser proteínas, pequenas moléculas, células etc) que você quer que esses fagos se liguem.

Essa é a parte mais importante do Phage Display, e também é onde fica seu segredo: esses fagos não são todos iguais.


Na solução de fagos que é misturada com o alvo, existe uma quantidade enorme de fagos ligeiramente diferentes um do outro, em torno da mesma quantidade de pessoas na terra: bilhões!

A principal diferença entre eles são pequenos peptídeos de, por exemplo, cerca de 12 aminoácidos Essa cadeia peptídica foi projetada por cientistas para ficarem expostos para fora da cápsula do bacteriófago, podendo assim entrar em contato com o “mundo” ao seu redor.

Imagem dos fagos com os peptídeos no capsídeo

Como objetivo do Phage Display é encontrar um peptídeo que se ligue com grande afinidade ao alvo, pode ter certeza que dentre as bilhões de possibilidades de peptídeos, haverá pelo menos uma possibilidade que terá uma combinação de aminoácidos com o formato e carga elétrica corretos para se ligar perfeitamente ao alvo.

Resumindo: se você não tem a chave certa para a fechadura que você quer, basta ir tentando bilhões de chaves até encontrar a que você precisa.

O Vírus Bacteriófago Guarda a Informação

Mas como isolar e saber qual é o peptídeo certo que estará junto com as outras bilhões de possibilidades? É por isso que ao invés de só misturar bilhões de peptídeos com o alvo, são misturados os fagos que possuem esses peptídeos.

Porque os fagos, além de terem os peptídeos, guardam a sequência genética que gerou aqueles peptídeos, o DNA.

Então ao invés de fazer análises muito caras e complicadas usando a quantidade ínfima daquele peptídeo ideal que se ligou ao alvo, basta aproveitar o fato de que o bacteriófago é “especialista” em se multiplicar.

Aí basta cultivá-lo, extrair então uma quantidade o suficiente de DNA viral e sequenciá-lo – técnica que hoje em dia é muito acessível e barata.

Força Bruta na Fechadura

O sucesso desse método acontece por “força bruta”. Não há uma análise racional de qual poderia ser o melhor peptídeo que se ligaria ao alvo, mas sim uma quantidade enorme de tentativa-e-erro.

Por isso, dentre as bilhões de possibilidades, não será ligado ao alvo apenas aquele peptídeo de alta afinidade. Também vão se ligar milhares de fagos com peptídeos que se ligam “mais ou menos” bem, junto com o peptídeo que se está tentando filtrar do resto – lembrando aqui que, em solução, não se tem apenas uma unidade do “alvo”, mas também bilhões de alvos iguais uns aos outros, entrando em contato com as diferentes possibilidades de peptídeos presas aos fagos!

Para se livrar desses peptídeos indesejados, o alvo precisa ser lavado.

Então, ao contrário dos fagos indesejados, o alvo precisa estar em alguma coisa que o segure no recipiente da solução.

Uma maneira simples de se fazer isso é usar um recipiente plástico muito limpo e adsorver o alvo à ele – o que é, em si, uma tecnologia à parte.

Imagem demonstrando o antes e depois da lavagem

Depois de lavado, os fagos que ainda permanecem ligados ao alvo são soltos.

Isso é feito ou pela alteração da carga elétrica geral da solução (a “força iônica” – mudando o pH, e/ou adicionando íons, como sal) ou adicionando-se mais alvos em solução, fazendo-os “competir” pela ligação dos fagos “presos” aos alvos adsorvidos e assim os libertando para a solução.

Seleção Artificial dos Mais Aptos (a se ligar no alvo)

Mas depois disso ainda se terá em solução milhares de peptídeos de baixa afinidade de ligação pelo alvo – que pelo menos foram capazes de não irem para o descarte depois da lavagem.

É por isso que o Phage Display necessita de ciclos sequenciais de exposição dos fagos ao alvo: todos esses bacteriófagos recuperados são multiplicados juntos em uma cultura de bactérias, e depois extraídos e expostos novamente ao alvo, repetindo tudo de novo, num novo ciclo.

Quando isso acontece, no momento da exposição dos fagos ao alvo, não se terá mais bilhões de fagos diferentes entre si, mas milhares ou centenas de fagos diferentes entre si, porém aos milhões!

É esse passo em que ocorre a competição das possibilidades de peptídeos: existe nos alvos (lembre-se: há um alvo, mas com milhões de cópias dele em solução) apenas um lugar para se ligar, então a possibilidade de peptídeo que se ligar com mais afinidade vai ganhar a disputa com outras possibilidades de menor afinidade, deixando-a de fora para ir embora com a lavagem!

Ao final de 3 ciclos, a seleção está completa. Partindo de bilhões de possibilidades, praticamente apenas um tipo de fago restará: aquele com a sequência peptídica de alta afinidade pela proteína.

Chegando a um Consenso

É bem frequente que ao final você acabe com mais de um tipo fago que se ligou com alta afinidade, mas analisando a sequência dos peptídeos deles, em geral, há um consenso.

Ou seja: apesar de variações pontuais de aminoácidos aqui e ali na cadeia peptídica, há uma grande similaridade geral das possibilidades.

Um teste biofísico estimando o grau de afinidade de ligação entre o alvo e cada possibilidade de peptídeo selecionada (por, por exemplo, calorimetria titulação isotérmica, “ITC”) sempre revela que todas as possibilidades têm alta afinidade, com pequena variação entre elas.

Em alguns casos, há também a possibilidade de haver mais de um grupo de sequências-consenso dos peptídeos, o que pode indicar um local (sítio) de ligação independente no alvo – que pode interagir ou não com a dinâmica de ligação da outra sequência-consenso de peptídeo com o outro sítio de ligação.

Não sei realizar o ensaio, o que posso fazer?

Conhecemos todos os desafios para realizar este tipo de ensaio e para nós é muito importante a sua satisfação!

Nós da BioLinker somos uma empresa 100% nacional, fundada por Especialistas em Biologia Molecular, e possui esse serviço sob demanda para você.

Realizamos a rotina laboratorial e todo o controle de qualidade, pois o nosso objetivo é você receber o seu produto de qualidade a um click!

Clique no nosso link e entre em contato com a gente!! Estamos ansiosos para te ajudar!

Continuar lendo

Como começar um laboratório de Biologia Molecular

Agora que você já conseguir delimitar qual produto você vai produzir no laboratório de biologia molecular, escolher o local que o seu laboratório vai ficar e tirar a licenças necessárias, você precisa se preparar para a compra de equipamentos.

laboratório de biologia molecular

Prepare-se para comprar os equipamentos!

Laboratórios de biotecnologia são caros, pois você precisa usar um maquinário sofisticado e de alta tecnologia.

Para laboratórios de Biologia Molecular, você vai precisar principalmente de balanças analíticas e semi analíticas, vórtex, shaker, centrífugas, pipetas de alta precisão, estufas, autoclave, agitador magnético, fluxo de biossegurança, freezers, geladeiras, máquinas de gelo, micro-ondas, purificadores de água, sonicadores, termoblocos, etc.

Ou seja, é uma lista enorme de equipamentos, além das vidrarias, reagentes, produtos descartáveis e materiais para embalar o seu produto.

Não economize com equipamento, isso pode ficar caro!

Não é fácil e você precisa pesquisar muito! Caso você não tenha muito recurso financeiro, você pode localizar alguns equipamentos usados.

Mas cuidado, é necessário observar se o equipamento está adequado e calibrado, senão você não vai conseguir sintetizar um produto de boa qualidade.

O processo de compra de equipamentos deve estará associado com o layout do seu laboratório.

Ou seja, é necessário que você olhe a planta do seu laboratório e analise em qual sala será realizado um procedimento.

Isso facilita o desenvolvimento do seu produto e também evitando falhas no processo.

Você não vai extrair um DNA ao lado da pia de limpeza, correto?

Tenha sempre um plano de Gestão de Qualidade em andamento

Todo esse processo deve ser associado junto com um plano de gestão de qualidade.

Assim o colaborador já vai saber como se dá o fluxo de desenvolvimento do produto da sua empresa, em qual sala ele vai encontrar o reagente que ele precisa, o equipamento, etc.

Assim você diminui o tempo de desenvolvimento e evita falhas no processo, gerando mais lucros para a sua empresa.

Procure por fornecedores para laboratório de biologia molecular com valores acessíveis

Além disso, laboratórios de Biologia Molecular precisam de insumos com grande grau de pureza, então você precisa analisar de forma apropriada os seus fornecedores.

Sabemos que no Brasil, os maiores distribuidores de materias para laboratório de Biologia Molecular são empresas internacionais.

Mas com a alta do dólar e demora no prazo de entrega, você pode começar a pesquisar empresas nacionais que fornecem produtos com muita qualidade também!

Valorize a biologia molecular nacional!

Ao longo dos últimos anos, foram criadas muitas empresas nacionais, e isso é muito importante para novas empresas, pois assim desenvolvemos produtos de excelente qualidade e com valores mais competitivos.

Outro detalhe importante é que com a compra em empresas nacionais, é possível você manter o networking ativo com outras empresas, e até mesmo gerar novas colaborações.

Então fique atento em como comprar produtos de qualidade com valores acessíveis.

A nossa dica é comprar de fornecedores que possuem comprovação de qualidade.

Ou realizar com a Gestão de Qualidade um modelo em que o fornecedor dos insumos faz uma análise sobre as condições de seu laboratório, fluxo de desenvolvimento de insumos, análise de qualidade, etc.

Nunca compre produtos que não apresentem a análise de qualidade, senão será muito difícil identificar em qual etapa o seu produto está perdendo qualidade.

Continuar lendo

Como abrir um laboratório de Biologia Molecular?

Os laboratórios de Biologia Molecular estão aumentando nos últimos anos, e isso é muito importante para o crescimento da pesquisa no Brasil. Precisamos incentivar tanto a ciência nas Universidades quanto a ciência privada!

Laboratório de Biologia Molecular
Laboratório de Biologia Molecular

Trajetória da BioLinker

Como já falamos antes, a trajetória da BioLinker foi marcada pela pandemia causada pelo Covid-19 (https://biolinker.tech/biolinker-e-proteinas-alvo-do-covid-19/).

Flexibilizamos as nossas pesquisas e com o auxílio de fomentos (https://biolinker.tech/projetos-pipe-fapesp-inovadores-que-inspiram/).

Conseguimos nos estabelecer como a única Startup da América Latina a comercializar o kit Cell-free (https://biolinker.tech/o-que-e-a-tecnologia-cell-free-utilizada-na-biolinker/).

Mas o que ainda não contamos foi a nossa trajetória para estabelecer o laboratório da BioLinker no Cietec.

Como abrir um laboratório de Biologia Molecular

Para abrir um laboratório de Biologia Molecular, você precisa de diversas licenças, e também de um planejamento bem robusto, senão você não vai conseguir realizar os experimentos necessários e tão pouco comercializar os seus produtos.

Sair da academia e começar uma empresa não é uma tarefa fácil! Você precisa de planejamento, buscar investidores, localizar profissionais adequados, comprar equipamentos específicos (que possuem valores exorbitantes), análise sincera sobre os seus concorrentes e também ter um plano de Marketing.

E isso com apenas 5 pessoas!

Estratégias

Primeiro você precisa descobrir o que falta no mercado de biotecnologia. Dificilmente você vai encontrar algo totalmente inédito, mas você precisa de um diferencial, o que no caso da BioLinker é a tecnologia cell-free.

Depois você precisa de um local adequado para abrir o seu laboratório de biologia molecular.

Essa parte é difícil no Brasil, já que o estímulo a empresas privadas de Biotecnologia não é tão grande assim quando comparamos com outros países do mundo (mas está melhorando!).

A BioLinker decidiu iniciar as suas atividades no Cietec, localizado no IPEN-USP, devido à infraestrutura bem estabelecida.

Licenças e Registros

Após, você precisa começar a tirar as licenças para conseguir desenvolver produtos de biologia molecular.

Nós possuímos o Alvará de funcionamento, Certificado de qualidade de biossegurança CQB, Licença na Vigilância Sanitária e da Cetesb.

O Alvará de Funcionamento é o que vai permitir que o seu laboratório de biologia molecular seja regularizada, ou seja, é emitido pela prefeitura da sua cidade.

Isso comprova que a sua empresa está autorizada a exercer as suas atividades em um local determinado, e que as suas atividades também estão de acordo com as legislações municipais!

Fique atento ao que você vai redigir na sua solicitação de Alvará de Funcionamento, tenha em mente o que você projeta para a sua empresa.

Assim você evita desgastes desnecessários com a prefeitura em uma possível vistoria.

Já o Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) (http://ctnbio.mctic.gov.br/consultar-processo-cqb#/cqb/consultar-processo) é um credenciamento que a CTNBio concede às empresas para realizar projetos e atividades com Organismos Geneticamente Modificados.

Ou seja, para um laboratório de Biologia Molecular, é um certificado imprescindível.

O Registro na Vigilância Sanitária é um documento muito importante para quem trabalha na área de Saúde e/ou de Alimentação, então novamente, fique atento às suas pretensões, às áreas em que você deseja atuar.

Fique sempre um passo à frente em relação aos Registros, pois assim você não perde a oportunidade de um novo projeto.

A gente sabe a quantidade de produtos químicos e também agentes biológicos são utilizados na Biologia Molecular

Então não se esqueça de se adequar à Cetesb – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

É muito mais fácil você se adequar às normas vigentes antes mesmo de iniciar as suas atividades.

Assim você não tem o impacto – que pode até trazer prejuízos financeiros – de regulamentar corretamente as suas atividades.

Planejamento

É importante também que você tenha consciência de que a sua Startup vai crescer, e então você precisa sempre localizar locais em que seja mais fácil e economicamente viável viabilizar esse novo espaço.

Nunca se esqueça também a importância da implementação de um Sistema de Qualidade, assim aos poucos, enquanto a sua empresa vai crescendo, você só precisa adicionar procedimentos novos.

Isso ajuda com o crescimento da empresa e também na conscientização dos novos colaboradores.

É muito mais fácil um colaborador já entrar em uma empresa sabendo que deve seguir normas e procedimentos do que você precisar parar as suas operações para treinar 10 ou mais funcionários.

Por fim, tenha em mente que a organização, planejamento e estratégia são os principais componentes para criar uma empresa de sucesso!

Continuar lendo

O time da BioLinker está crescendo. Saiba tudo sobre eles!

Ficamos muito felizes em ver o time da BioLinker crescer!! A nossa Startup possui uma grande diversidade de profissionais que você precisa conhecer!

Time da BioLinker
Time da BioLinker

A BioLinker

A BioLinker é uma Startup 100% nacional que utiliza uma tecnologia inovadora de síntese de células, chamada Cell-free (clique aqui para saber mais: https://cutt.ly/ecW1zNs). Essa metodologia, apesar de diminuir em aproximadamente 80% do tempo para a síntese de proteínas, não é um protocolo simples, e precisa ser muito bem esquematizada, e por este motivo, a BioLinker é a única empresa da América Latina que comercializa o kit cell-free, facilitando assim o trabalho de diversos pesquisadores, principalmente no Brasil.

A Diretora Científica

A fundadora e idealizadora da BioLinker é a nossa Diretora Científica, Mona Oliveira, que possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Doutorado sanduíche pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Bioquímica) da Universidade São Paulo (USP) e Programa de Nanociência e Nanotecnologias do International postgraduate School Institute Jozef Stefan (Ljubljana-Eslovênia).

A Mona é uma pessoa extremamente dinâmica e extrovertida. Durante o tempo que passamos juntas eu comecei a ver como ela faz networking com facilidade e sempre sorrindo. Ela é o tipo de profissional que resolve problemas desde uma placa que foi feita na medida errada para o shaker até novos direcionamentos para a empresa. Sempre solucionando problemas e buscando novas metas. Gente, essa mulher não para nunca!

O Diretor Técnico

O Phelipe Vitalle é o Diretor Técnico da BioLinker, Graduado em Medicina Veterinária e Especialista em engenharia genética e síntese de proteínas de membrana. Ele é o responsável pelo desenvolvimento de tecnologias inovadoras na produção de biomoléculas de interesse comercial. Se o Phelipe te falar que não dá para desenvolver uma proteína, esquece, porque não dá mesmo. Ele é o tipo de profissional que você trabalha um dia e sai com a bochecha doendo de tanto rir. É um profissional centrado, que sempre busca o melhor resultado, é minucioso com as técnicas, mas sabe muito bem como adaptá-las quando necessário. Até porque a gente sabe que quando se conhece com profundidade a teoria, é possível criar novos protocolos robustos.

O Diretor de Produção

Se eu troquei 10 frases ao longo de um ano com o Mario Rodríguez, o nosso Diretor de Produção, foi muito. Ele possui Graduação em Química e Doutorado em Biotecnologia com ênfase em dinâmica molecular e análise de proteínas. É um profissional muito qualificado e sempre conseguiu me ajudar a organizar os produtos químicos. Às vezes parece que o Mario não está te ouvindo, mas ele está sim! Porque em pouco tempo, em seu computador, ele vai te entregar um trabalho sem defeitos e feito com muita atenção e dedicação.

O Diretor Executivo

O Sandi Ravbar, é o nosso Diretor Executivo e também um dos idealizadores da BioLinker. Ele supervisiona as áreas de captação de recursos, contabilidade, vendas e administração. Eu perdi as contas de quantas línguas que o Sandi fala, mas eu acho que são 7! Então a barreira da linguagem não existe na BioLinker.

O Sandi é um profissional muito calmo e centrado. Quando eu ainda ia trabalhar presencialmente ele estava sempre buscando novas parcerias, e mesmo sendo Graduado em Economia entende muito bem o produto desenvolvido pela BioLinker. Como a gente consegue ver pelo nome, ele não é brasileiro, ele nasceu na Eslovênia, mas tem algo muito brasileiro nele, acho que é a sua esposa, Mona Oliveira… Não tem como não se contagiar com essa baiana!

A Gerente de Desenvolvimento de Negócios

A Fabiane Igansi é a nossa Gerente de Desenvolvimento de Negócios! Ela Possui Graduação em Ciência Biológicas pela Universidade Católica de Pelotas e Mestrado em Fitomelhoramento pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), que com a sua experiência em Biologia Molecular, consegue conversar com todos os clientes. A Fabi é uma profissional totalmente dedicada, que sempre está disposta a tirar qualquer dúvida dos clientes e fazer a ponte entre a BioLinker, o produto e o cliente. A gente só se conheceu online, mas durante todo esse tempo eu consegui ver como ela acredita na empresa e está disposta a fazer o time da BioLinker crescer cada vez mais.

Os Pesquisadores Associados do Time da BioLinker

A Natalia Marchesan é uma profissional excelente, possui Graduação em Ciências Farmacêuticas, Mestrado em Tecnologia Bioquímica-Farmacêutica pela Universidade de São Paulo (USP) na área de biomateriais e é Doutora em Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica na área de biopolímeros como adjuvantes para delivery de produtos biológicos com ênfase em nanotecnologia e processos de liofilização. O que você pedir para a Natalia liofilizar, pode ter certeza que ela consegue.

Ela sempre aparece no laboratório muito animada e falando várias coisas e você só pensa: “gente, ela ama esse trabalho”. E além de amar esse trabalho (e tirar fotos incríveis) ela ainda faz com qualidade. Graças à dedicação do time da BioLinker e da Natalia Marchesan, apenas duas empresas no mundo inteiro comercializam o kit cell-free liofilizado.

Para a Íris Todeschini não tem tempo ruim, a nossa Pesquisadora Associada possui Graduação e Medicina Veterinária pela Universidade de São Paulo (USP) com Mestrado em Microbiologia pelo Instituto de Ciências Biológicas (USP), com ênfase no estudo estrutural e funcional de proteínas.

Pode acabar a luz, pode acabar a água e você vai ver a Íris dando risada e pipetando. Essa pesquisadora sempre busca excelência em seus projetos e nunca aceita um resultado mediano. Ela organiza o laboratório, sempre chega antes de todos e sai depois que todo mundo já foi embora. Essa profissional tem muito foco e determinação e é a alma da produção de proteínas na BioLinker.

Eu já falei que o Otto Heringer poderia muito bem ser um ator de sucesso, mas ele escolheu fazer sucesso na pesquisa, e conseguiu! Ele possui Bacharel em Química, e é especialista em desenvolvimento de novas biomoléculas. Além disso o Otto é aquele cara que vai usar uma B.O.D antiga e transformá-la em um novo shaker. Ele é aquele tipo de pesquisador que só de você entrar no laboratório você começa a rir. Ele é um profissional com diversos talentos e com uma grande aptidão para o empreendedorismo.

A Natalia Silva eu nem precisaria apresentar. Foi ela quem fez a maioria das artes das redes sociais da BioLinker. A Natalia Silva possui Graduação em Bioquímica com grande experiência em biologia molecular e síntese de proteínas. Ela é uma colaboradora voluntária da BioLinker e a melhor editora de marketing digital! Sempre que eu conversava com a Natalia eu ficava muito tranquila, ela é uma pessoa super centrada, calma, engraçada e muito gentil. Além disso ela sempre conseguiu aliar o seu conhecimento de Biologia Molecular com marketing. Ela é uma grande inspiração e ótima profissional.

Continuar lendo
Seleção de proteína recombinante

Proteínas-alvo do Covid-19 e a BioLinker

A jornada da BioLinker só teve início no final de 2019, mas com toda a urgência trazida pela pandemia, nos destacamos e iniciamos o desenvolvimento de diversas proteínas-alvo do Covid-19.

Como tudo começou…

A pandemia exigiu dos cientistas o desenvolvimento de proteínas-alvo do Covid-19, e esse foi o início da jornada da BioLinker. Iniciamos esse trabalho há mais de 10 meses e estamos honrados com a evolução e visibilidade:

Imagem de células fluorescentes  de proteínas-alvo
343″Estamos estabelecendo formas diferentes de expressão das proteínas S, RBD e gene N. Todas importantes proteínas para o diagnóstico de pacientes.”

Após o estabelecimento de expressão de proteínas S, RBD e gene N de Covid-19, iniciamos uma colaboração com o Prof. Dr. Marco Antonio Stephano para fazer parte do seu trabalho de desenvolvimento de uma vacina nasal em forma de spray. A colaboração com o Prof. Marco Antonio é muito gratificante não só no âmbito científico, mas também por nos proporcionar a experiência de trabalhar com esse profissional incrível.

Disponibilizamos para a equipe do Prof. Marco Antonio Stephano proteínas-alvo do Covid-19, que foram desenvolvidas com a tecnologia cell-free.

Imagem contendo diversos cartoon, com pessoas de máscara, seringa, remédios, e suporte sorológico.
Jornal da USP – Vacina em spray com aplicação no nariz

Diversidade de Projetos

Mas não paramos por aí, começamos a desenvolver o nosso próprio teste diagnóstico de Covid-19, que ganhou destaque na mídia por ser um projeto 100% nacional:

https://pesquisaparainovacao.fapesp.br/startup_busca_desenvolver_teste_de_diagnostico_da_covid19_totalmente_nacional/1406

https://www.saopaulo.sp.gov.br/ultimas-noticias/covid-19-startup-busca-desenvolver-teste-de-diagnostico-totalmente-nacional/

https://eurekalert.org/pub_releases/2020-06/fda-bss062620.php

Como a BioLinker estava engajada com diversos projetos relacionados à Covid-19, foi um dos seis primeiros projetos selecionados pelo edital PIPE-FAPESP em parceria com a Finep.

O diagnóstico é um kit padronizado de reação de ELISA, para detectar no soro dos pacientes anticorpos circulantes IgG, que estão presentes na fase mais tardia da doença.

Este teste também foi sendo desenvolvido com a tecnologia cell-free.

Um mês depois, anunciamos a finalização de mais um projeto: antígenos virais do SARS-CoV-2, que já são comercializados pela BioLinker há mais de 6 meses nesse aqui.

Imagem contendo três frascos de vidro de antigenos virais das proteínas-alvo de covid-19

A empresa cresceu, e na pesquisa do desenvolvimento de proteínas -alvo do Covid-19, contamos mais uma vez com o auxílio da FAPESP, dessa vez com o auxílio da especialista Dr. Natalia Marchesan Bexiga, uma pesquisadora que liofiliza absolutamente tudo o que você quiser! Dá uma olhadinha em: https://biolinker.tech/#produtos-e-servicos

Imagem de uma placa de 96 poços contendo o produto liofilizado, que foi distribuído para formar um B de BioLinker. À direita dois eppendorf contendo o reagente liofilizado, abaixo o kit cell-free contendo os eppendorf que estão no gelo.
Abaixo das duas imagens, a foto da pesquisadora Dra. Natalia Marchesan - PIPE FAPESP - 2020
À direita o logo da BioLinker, PIPE-FAPESP e FAPESP.

Graças a essa parceria, conseguimos iniciar a elaboração de kits cell-free e proteínas-alvo do Covid-19 liofilizadas. Aumentando assim a estabilidade dos reagentes e facilitando o transporte, armazenamento e desenvolvimento de projetos em todo o Brasil.

Repercussão da Mídia

O ano passou rápido, trabalhamos muito, mas no início do ano, tivemos mais uma ótima notícia: o laboratório do Prof. Dr. Frank Crespilho, situado no Instituto de Química de São Carlos da USP, com o qual temos uma colaboração está nas últimas fases do desenvolvimento de um teste rápido de Covid-19:

http://www5.iqsc.usp.br/2021/usp-desenvolve-teste-rapido-de-covid-19-para-viabilizar-aplicacao-em-massa/

O grande diferencial desse dispositivo é o seu valor, além de ser um projeto 100% nacional, já que as proteínas virais do Covid-19 são disponibilizadas pela BioLinker.

Esse teste ganhou as mídias sociais, e depois os grandes canais da imprensa:

https://agencia.fapesp.br/pesquisadores-desenvolvem-teste-popular-de-covid-19-para-ampliar-acesso-ao-diagnostico/35036/

https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,usp-desenvolve-teste-que-reduz-custo-para-detectar-anticorpos-da-covid-19,70003590440

Ainda não terminamos essa história, mas eu estou ansiosa pra contar todos os detalhes pra vocês, no próximo post!

Continuar lendo

Técnica de PCR: Você conhece os principais tipos?

A técnica de PCR ganhou notoriedade com a pandemia do Corona vírus. Antes, quando era realizada a busca no Google, só observávamos publicações totalmente direcionadas ao público acadêmico, mas isso mudou.

Imagem com a sequência de evento do PCR, com os dizeres

A técnica de PCR foi desenvolvida por Saiki em 1985 e Mullis em 1987. Mas Mullis foi o responsável pelo desenvolvimento do conceito de primer de PCR, que contém uma sequência específica para amplificar o DNA alvo, e utilizou a DNA polimerase termoestável, que foi obtida da bactéria de fontes termais Thermus aquaticus.

Imagine que o DNA é um livro de receitas. Você tem muito apego a esse livro de receitas, então você prefere fazer uma cópia da receita de bolo de cenoura com cobertura de chocolate, essa cópia é o RNA.

Agora vamos para o PCR. Quando você têm o livro de receitas, você procura a página do bolo pelo índice, certo? O índice nesse caso é o primer.

Agora dá então pra fazer a proteína de forma sintética com um equipamento chamado termociclador, que precisa ser ajustado de acordo com o produto que você vai fazer, até porque você não usa o mesmo tempo e temperatura pra cozinha uma lasanha, um bolo ou um pudim, né?

Agora, os tipos mais comuns de PCR:

PCR convencional – é o método utilizado para multiplicar um trecho específico do DNA, até que a sua concentração seja amplificada e possa ser detectada. Na reação deve conter a DNA polimerase, íons de Mg2+ e desoxinucleotídeos (ATP, TTP, CTP e GTP).

RT-PCR – A técnica de transcrição reversa e amplificação é utilizada para avaliar a expressão gênica a partir do mRNA.

Multiplex PCR – São utilizados diversos DNA alvo para uma única reação e diversos primers específicos para cada fragmento gênico escolhido.

Nested PCR – Técnica interessante caso você não consiga amplificar apenas um fragmento gênico na sua reação, ou se a amplificação não é suficiente para a detecção.

Ou seja, é realizado um PCR, e após a reação um novo PCR com primers internos, aumentando assim a especificidade.

PCR isotérmico – Amplificação isotérmica mediada por loop (Loop-mediated isothermal amplification – LAMP), utiliza enzima que permite amplificação isotérmica, apresenta alta especificidade, sensibilidade, rapidez e custo reduzido.

O resultado da amplificação é visualizado no próprio tubo, a olho nu, que é a técnica utilizada no BioTreco e também no Kit de detecção de Covid-19 que a BioLinker é parceira.

Continuar lendo

Projetos inovadores com financiamento FAPESP que inspiram!

Imagem em cartoon de tubos de ensaio e balão volumétrico.
Abaixo o logo da BioLinker, PIPE-FAPESP e Fapesp.

A BioLinker, com o apoio do financiamento FAPESP – PIPE captou mais de 1 milhão para o desenvolvimento do seu portfólio de produtos e serviços. Aqui nós vamos apresentar um pouco sobre dois projetos apoiados por esse programa!

O incentivo às startups e outras empresas de biotecnologia é fundamental para o desenvolvimento de novas tecnologias nacional.

Procarion: a revolução na forma de purificação proteica!

A tecnologia que permite a purificação proteica dentro de um microchip! Durante a purificação são usados aptâmeros especiais:
1- Imobilização dos aptâmeros
2- Purificação por afinidade
3- Eluição da proteína

Imagem do funcionamento dentro do microchip:
1- imobilização do aptâmero
2- Purificação por afinidade em pH 6.4
3- Eluição da proteína em pH 4.6

À direita da imagem os logos da BioLinker, PIPE-FAPESP e FAPESP.

Esse projeto é realizado pela Dra. Mona Oliveira, a Diretora Científica da BioLinker.
Os resultados iniciais são promissores. A tecnologia envolvida foi capaz de purificar a Imunoglobulina G de forma eficiente à partir de aptâmeros:

Imagem em 3D do aptâmero associado à proteína imunoglobulina G

Kits cell-free liofilizados!

A liofilização é um processo que permite o armazenamento de reagentes por mais tempo e em temperaturas mais compatíveis com uma logística mais acessível.
Esse projeto é realizado pela Dra. Natalia Marchesan, a Pesquisadora associada da BioLinker.

Imagem de uma placa de 96 poços contendo o produto liofilizado, que foi distribuído para formar um B de BioLinker. À direita dois eppendorf contendo o reagente liofilizado, abaixo o kit cell-free contendo os eppendorf que estão no gelo.
Abaixo das duas imagens, a foto da pesquisadora Dra. Natalia Marchesan - PIPE FAPESP - 2020
À direita o logo da BioLinker, PIPE-FAPESP e FAPESP.

Nosso time de especialistas desenvolve protocolos de liofilização e formulações que garantem a qualidade de nossos produtos associada a acessibilidade logística.

Produção de antígenos do Covid-10 FINEP/FAPESP

Nosso time de pesquisadores está se esforçando nessa quarentena para auxiliar no combate ao Covid-19 com o financiamento FAPESP. Antígenos virais são produzidos e liofilizados para uso em pesquisas inovadoras que buscas soluções de combate à pandemia de SARS-CoV-2:

1- MasterEasey PCR-LAMP isotérmico: kit de detecção molecular de RNA. Reverse transcriptase MMLV e Bst Polymerase;

2- Antígenos SARS-CoV-2: produzimos 6 antígenos virais SARS-CoV-2 (RBD, 3C Protease, Metiltransferase, RdR polymerase, N, E e M);

3- Teste ELISA para Covid-19: kits de detecção para Imunoglobulina G contra SARS-CoV-2.

Imagem de três tubos contendo antígenos de covid-19 liofilizados que fazem parte do projeto FAPESP.

Esse projeto é realizado em parceria com a Biobreyer e Tovem Biotech, e o pesquisador principal é o Dr. Phelipe Vitale, Diretor Técnico da BioLinker.

Peptídeos inteligentes

Nosso time de pesquisadores também desenvolve peptídeos inteligentes com efeitos antimicrobianos que podem ser usados pela indústria alimentícia como uma opção ao uso dos atuais conservantes utilizados.

Esse projeto é realizado pelo Dr. Mario Pineda, Diretor de Produção na BioLinker.

À esquerda: imagem de duas placas petri contendo meio de cultura, observando o crescimento de fungos.
À direita: imagem dos peptídeos em 4 frascos de vidro.

Mas não iremos parar por aqui. Em breve apareceremos com mais novidades!

Continuar lendo

Importância das incubadoras no crescimento de uma Startup

As startups são empresas que precisam de incubadoras, possuem grande potencial de crescimento e são empresas recém-criadas. Diferente de outras empresas tradicionais, a startup entra no mercado antes de possuir um capital sólido para crescer.

Imagem com a seguinte descrição: Você sabe o que é uma incubadora? Conheça nossa localização, dando ênfase à importância das incubadoras.
Ao fundo alguns béqueres utilizados em laboratórios.

A BioLinker é uma startup que está localizada no CIETEC, que é o Centro de Inovação, empreendedorismo e tecnologia.


O CIETEC é uma associação civil sem fins lucrativos, que possui 20 anos de existência, com o objetivo de “promover o Empreendedorismo inovador, incentivando a transformação do conhecimento em produtos e serviços de valor agregado para o mercado.”

A Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de São Paulo – USP/IPEN é o maior polo de incubação de empresas de base tecnológica da América Latina! E tem como missão, o fomento do empreendedorismo inovador.

CIETEC: Uma trajetória de sucesso

Com fundação em 1998, a incubadora oferece aconselhamento, mentoria e suporte na gestão tecnológica, de marketing, de busca por fomentos e de administração de micro e pequenas empresas de base tecnológica, além de uma infraestrutura física para o desenvolvimento dessa modalidade de empresa.

Por que incubar startups?

A chave dessa pergunta é inovação, e é nesse contexto que a importância das incubadoras está.

As incubadoras são organizações sem fins lucrativos que oferecem apoio físico e administrativo para as startups se estruturarem para o mercado. Podem ser mantidas por instituições privadas ou públicas, o que as coloca como um importante precursor da cultura de inovação no ambiente universitário. Com isso, há a geração de novos empreendimentos que não poderiam ser realizados apenas em Institutos Públicos.

As startups usam a tecnologia como a base de sua solução inovadora e podem alcançar nichos sociais e ambientais ainda pouco explorados pelo mercado ao se tornarem especialistas no atendimento de uma necessidade específica.

O estímulo às Startups também é importante para que os profissionais tenham opções além da carreira acadêmica ou de multinacionais, aumentando a possibilidade de desenvolvimento profissional, principalmente entre os cientistas.

Continuar lendo

BioTreco, a ciência aplicada para crianças

O BioTreco é um projeto que instiga a curiosidade das crianças pela ciência.

Esse projeto foi desenvolvido para despertar o interesse pela ciência em estudantes de todo o ensino básico. Os materiais educativos foram desenvolvidos por vários colaboradores da USP e a BioLinker, pois somos entusiastas da ciência!

Imagem de uma menina de óculos com o título BioTreco.
Na parte superior da imagem está presente os colaboradores: BioLinker, USP, ICB USP e Instituto de Biociências.

Como Funciona?

Em parceria com a BioLinker, foram desenvolvidos materiais didáticos e kits para expressão de proteínas fluorescentes à partir da tecnologia cell-free.
O projeto permite que seja realizado em sala de aula ensaios de biologia molecular, que normalmente precisaria de muitos equipamentos, tempo e dinheiro para ser realizado.
Esse kit permite que o professor de ciências consiga demonstrar como a biologia molecular funciona de uma forma mais lúdica, em que os alunos conseguem ver o que antes era invisível: as proteínas.

Veja como fica a expressão da proteína fluorescente GFP:

Imagem de eppendorf contendo proteína fluorescente, com o logo.
Acima, imagem dos colaboradores:  BioLinker, USP, ICB USP e Instituto Biológico.
No meio está escrito: Ficou curioso? Entre em contato com a equipe!

Continuar lendo

O que é a tecnologia cell-free utilizada na BioLinker?

Descrita em 1961 a técnica cell-free ainda não é tão difundida em laboratórios de biologia molecular, mas deveria.

Hoje vamos falar um pouco sobre esta técnica que muitos clientes acreditam que muito recente, mas na verdade, ela foi descrita na década de 60 (Nirenberg; Matthaei, 1961). O cell-free, é uma técnica que não usa a célula intacta, ela só usa a maquinaria necessária para a produção de uma proteína específica, e é por isso que nós temos um elevado rendimento.

O grande porém na época foi o elevado custo, mas a gente que é da pesquisa básica sabe: a ciência básica sempre dá um empurrãozinho na tecnologia, aí a gente tem a inovação, neh!?

E foi isso o que aconteceu…
A Mona Oliveira, PhD, no meio do seu doutorado observou que esse seria um nicho muito interessante, e ela teve a ideia de criar a BioLinker!

Desde o nascimento da BioLinker foram muitos desafios para conseguir padronizar a técnica, mas atualmente, temos o prazer de anunciar que estamos funcionando à todo vapor.

Graças a esta tecnologia, agora você pode sintetizar a sua proteína-alvo em menos de 8 horas.

Ficou curioso com as nossas atividades? Conheça os nossos produtos:

http://ip.biolinker.tech/e-commerce-proteina-sob-demanda-1841

http://ip.biolinker.tech/e-commerce-kit-covid-1111

http://ip.biolinker.tech/e-commerce-38

É uma técnica Linda e Simples:

Etapas de desenvolvimento do kit cell-free: crescimento celular, lise de células, extrato celular, adição de substrato e plasmídeo, incubação à 37 °C e obtenção da proteína alvo.
Etapas de desenvolvimento do kit cell-free. Imagem gerada em: https://biorender.com/

Continuar lendo

Contato

    termos de Uso e Políticas de Privacidade

    STARTUP DE PRODUÇÃO DE PROTEÍNA
    © 2021 BioLinker. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por CriaTec